Sem receber tanta atenção como as edições passadas, principalmente se comparada ao evento de 2009 em Copenhague, mas nem por isso menos importante, teve início nesta segunda-feira (26), em Doha, no Catar, a 18ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 18 - UNFCCC).
O evento, reunindo mais de 17 mil pessoas de 194 países, foi aberto pela presidente da edição anterior, Maite Nkoana-Mashabane, ministra de Relações Exteriores da África do Sul.
“Doha oferece uma oportunidade única para fazermos história. A mudança climática é o mais sério desafio à sustentabilidade ambiental do nosso tempo, é preciso agir agora”, afirmou Maite ao passar a presidência da COP para Abdullah bin Hamad al Attiyah, diretor da Autoridade Administrativa de Controle e Transparência do Catar.
Attiyah destacou que seu país é um dos que já sofrem com o aquecimento global e que está entre as dez nações mais vulneráveis à elevação do nível dos oceanos. Mas afirmou que a humanidade como um todo está ameaçada.
“Mais do que nunca, as questões no centro dessas negociações estão na vanguarda do debate mundial. Todos os sete bilhões de pessoas do nosso planeta compartilham um mesmo desafio: as mudanças climáticas. Se não realizarmos as transformações necessárias agora, será muito tarde. Precisamos decidir se vamos permitir que nosso estilo de vida coloque em risco nossas próprias vidas. Esta é a nossa missão”, declarou.
O presidente da COP 18 ainda ressaltou que a edição deste ano possui um desafio a mais, definir o futuro do Protocolo de Quioto, cujo primeiro período de compromissos termina neste ano.
Quem também destacou a importância de Quioto foi Christiana Figueres, secretária-geral da UNFCCC.
“Os países precisam definir uma resposta com urgência para as mudanças climáticas e Doha é a oportunidade de avaliarmos o futuro do que já foi discutido sobre o único acordo climático em vigor, o Protocolo de Quioto”, afirmou.

Quioto, que é considerado o tema central da COP 18 pelos países em desenvolvimento, incluindo Brasil e China, a UNFCCC destaca outras questões que precisam de respostas na COP 18:
- A plataforma de Durban: As discussões sobre o futuro acordo climático, que obrigatoriamente deve estar pronto em 2015 para poder entrar em vigor em 2020, devem ser aprofundadas. Os negociadores precisam detalhar mais o modelo que será seguido, as metas, os prazos e as obrigações de cada nação.
A discussão desse novo tratado é a prioridade dos Estados Unidos, União Europeia e Japão na COP 18.
- Completar o Plano de Ação de Bali e estabelecer o financiamento climático: Em 2007, na Indonésia, uma série de medidas foram anunciadas para promover a transferência de tecnologias limpas e facilitar a adaptação das nações mais pobres às mudanças climáticas. Desde então, pouco se fez e é preciso que as autoridades reunidas em Doha agilizem a implementação desse plano.
Também é fundamental capitalizar e definir as regras do Fundo Climático Verde, criado na COP 16 em 2010, um mecanismo que promete distribuir US$ 100 bilhões ao ano em ajuda climática até 2020.
O grupo dos Países Menos Desenvolvidos (LDCs) e as pequenas nações insulares (AOSIS) são os que mais cobram essas questões.
Sentido de urgência
Nas últimas semanas diversos estudos foram divulgados justamente para alertar os negociadores de que não há mais tempo a perder.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) alertou que a transição para uma economia de baixo carbono está ocorrendo muito lentamente, o que pode não ser suficiente para manter o aumento das temperaturas em 2ºC.
A Agência Ambiental Europeia afirmou que as mudanças climáticas já estão afetando todas as regiões da Europa, causando impactos sobre o ambiente e a sociedade. A última década (2002-2011) foi a mais quente já registrada no continente, com 1,3°C a mais do que a média pré-industrial.
Já a Organização Meteorológica Mundial mostrou que a concentração dos três principais gases do efeito estufa atingiu um recorde em 2011, sendo que o dióxido de carbono (CO2) já chega a 390,9 partes por milhão. Além disso, nas últimas duas décadas, graças às emissões de CO2, metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) resultantes principalmente da queima de combustíveis fósseis, ocorreu um aumento de 30% no chamado 'forçamento radiativo', que quando positivo resulta no aquecimento global.
“Esta é uma conferência histórica e de importância crucial. Vivemos um momento definitivo nas negociações climáticas. Precisamos trabalhar sério nas próximas duas semanas, sermos flexíveis e não nos perdemos em assuntos paralelos”, concluiu Attiyah.
 
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A COP 18 precisa definir o futuro do Protocolo de Quioto, estabelecer os fundamentos do próximo tratado climático, estruturar o financiamento de ações de adaptação às consequências do aquecimento global e acelerar a transferência de tecnologias limpa
 
Por:
Fonte: institutocarbonobrasil
Data: 26/11/2012
 
Conferência do Clima das Nações Unidas começa no Catar