Apesar da pressão, até mesmo das companhias europeias de aviação, que estão sofrendo retaliações e perdendo negócios, o bloco está dando continuidade ao plano, mas espera que a Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) assuma o protagonismo e crie medidas globais para o setor para acabar com a polêmica.
Possivelmente pensando em fazer o mesmo com a Organização Marítima Internacional (IMO), a UE decidiu que as empresas de transporte marítimo que navegam pelos portos europeus precisam possuir algum tipo de controle.
Assim, a Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira (1) que vai começar a monitorar as emissões do setor para limitar o consumo de combustível. Esta decisão, que a princípio funciona como uma política de eficiência energética, pode ser o primeiro passo para a entrada do setor no EU ETS.

“O transporte marítimo é uma indústria global e precisa de soluções globais para lidar com sua pegada ambiental. Estamos trabalhando para um acordo internacional para cortar as emissões de gases do efeito estufa. A IMO deu um importante passo nesse sentido ao criar em julho de 2011 o Índice de Eficiência Energética, que entrará em vigor em 2015, mas isto não será o suficiente. Discussões sobre outras medidas estão em andamento e é necessário agilizá-las”, afirmou uma declaração conjunta da comissária de Ação Climática da União Europeia, Connie Hedegaard, e do vice-presidente da Comissão Europeia, Siim Kallas.

“Estamos considerando várias opções dentro da UE, como os mecanismos de mercado. Um sistema de monitoramento, reporte e verificação é o primeiro passo para controlar as emissões do setor. Ele ajudará inclusive no progresso dos debates internacionais e no processo da IMO. Assim, anunciamos que estabeleceremos este sistema em 2013”, revela a declaração.
De acordo com Elina Bardram, presidente da unidade de mercados de carbono do Departamento Climático da UE, uma solução de mercado para as emissões marítimas poderia ser implementada rapidamente.

“Se preciso, é possível colocar em prática o comércio de emissões para o transporte marítimo mais rápido do que para a aviação. Esta ferramenta economizaria €15 bilhões anuais ao reduzir o consumo de combustíveis até 2030 e ainda geraria empregos”, afirmou Bardram.

Surpreendentemente, as primeiras criticas ao anúncio não vieram de grupos empresariais, mas de ambientalistas.
“Melhorar a eficiência de combustível no transporte marítimo é uma boa medida, mas ela não pode servir de pretexto para adiar a inclusão do setor no mercado de carbono europeu, o que esperávamos ver ainda neste ano”, aponta um comunicado das organizações Transporte e Meio Ambiente e Mares em Risco.

O Comitê de Proteção Ambiental da IMO deve se reunir nesta semana em Londres para discutir novas ações do índice, porém, diante do anúncio da UE, é provável que haja alteração na agenda.

Ainda não existem detalhes sobre como funcionará o novo sistema de monitoramento, mas a Comissão Europeia deixou claro que está levando a sério a decisão.

“A indústria marítima é o melhor local para alcançar uma redução rápida e efetiva das emissões de gases do efeito estufa. [O monitoramento] pode cortar custos e tornar o setor preparado para o futuro. A comissão está pronta para cumprir seu papel, tanto no nível europeu quanto na IMO”, destaca a declaração conjunta.

As emissões globais do setor marítimo somam aproximadamente 900 milhões de toneladas ao ano e devem dobrar até 2050 se nada for feito. Para se ter ideia, as emissões de todo o setor de energia brasileiro, segundo dados da Agência Internacional de Energia, foram de 454 milhões de toneladas em 2010.
 
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Fonte: Primeira Edição
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União Europeia monitorará emissões do setor marítimo